{"id":107,"date":"2021-09-10T08:27:12","date_gmt":"2021-09-10T11:27:12","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=107"},"modified":"2021-09-10T09:43:58","modified_gmt":"2021-09-10T12:43:58","slug":"stj-honorarios-advocaticios-apesar-da-natureza-alimentar-nao-tem-preferencia-em-relacao-ao-credito-do-cliente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/stj-honorarios-advocaticios-apesar-da-natureza-alimentar-nao-tem-preferencia-em-relacao-ao-credito-do-cliente\/","title":{"rendered":"STJ: Honor\u00e1rios advocat\u00edcios, apesar da natureza alimentar, n\u00e3o t\u00eam prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito do cliente"},"content":{"rendered":"<p><strong>DESTAQUE:<\/strong> O cr\u00e9dito decorrente de honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais titularizado pelo advogado n\u00e3o \u00e9 capaz de estabelecer rela\u00e7\u00e3o de prefer\u00eancia ou de exclus\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito principal titularizado por seu cliente.<\/p>\n<p><strong>TEMA: <\/strong>Honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Direito do advogado. Natureza alimentar. Cr\u00e9dito privilegiado. Prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos cr\u00e9dito titularizado pelo cliente. Concurso singular de credores. Inexist\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/strong><\/p>\n<div class=\"divLinha\">\n<div class=\"divCell clsInformativoTextoFormatado\">\n<p>Os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais constituem direito do advogado, possuem natureza alimentar e s\u00e3o considerados cr\u00e9ditos privilegiados, equiparados aos cr\u00e9ditos oriundos da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista para efeito de habilita\u00e7\u00e3o em fal\u00eancia, concordata, concurso de credores, insolv\u00eancia civil e liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n<p>A despeito disso, \u00e9 de particular relev\u00e2ncia e especificidade a quest\u00e3o relacionada \u00e0 possibilidade de o cr\u00e9dito decorrente dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais preferir o cr\u00e9dito titularizado pela parte vencedora e que foi representada, no processo, ainda que por determinado per\u00edodo, pela sociedade de advogados credora.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 concurso singular de credores entre o advogado titular da verba honor\u00e1ria sucumbencial e o seu cliente titular da condena\u00e7\u00e3o principal, uma vez que \u00e9 elemento essencial do concurso a aus\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica material entre os credores, exigindo-se, ao rev\u00e9s, que haja independ\u00eancia e autonomia entre as execu\u00e7\u00f5es at\u00e9 o momento em que um deles obtenha valor h\u00e1bil a satisfaz\u00ea-la, no todo ou em parte, quando os demais credores poder\u00e3o ingressar no processo alheio e estabelecer concorr\u00eancia com aquele que havia obtido \u00eaxito na persegui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do devedor.<\/p>\n<p>De outro lado, n\u00e3o pode o advogado, que atuou na defesa dos interesses da parte vencedora, preferir ao cr\u00e9dito principal por ela obtido porque a rela\u00e7\u00e3o de acessoriedade entre os honor\u00e1rios sucumbenciais e a condena\u00e7\u00e3o principal a ser recebida pela parte \u00e9 determinante para que se reconhe\u00e7a que os honor\u00e1rios sucumbenciais, nessa espec\u00edfica hip\u00f3tese em que h\u00e1 concorr\u00eancia com a condena\u00e7\u00e3o principal, dever\u00e3o, em verdade, seguir a sorte e a natureza do cr\u00e9dito titularizado pela parte vencedora.<\/p>\n<p>Em suma, o cr\u00e9dito decorrente de honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais titularizado pelo advogado n\u00e3o \u00e9 capaz de estabelecer rela\u00e7\u00e3o de prefer\u00eancia ou de exclus\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito principal titularizado por seu cliente porque, segundo a m\u00e1xima chiovendiana, o processo deve dar, na medida do poss\u00edvel, a quem tem um direito, tudo aquilo e exatamente aquilo que tem direito de conseguir, de modo que a parte, titular do direito material, n\u00e3o pode deixar de obter a satisfa\u00e7\u00e3o de seu cr\u00e9dito em raz\u00e3o de cr\u00e9dito constitu\u00eddo por acessoriedade ao principal e titularizado por quem apenas a representou em ju\u00edzo no processo em que reconhecido o direito.<\/p>\n<p><strong>PROCESSO RELACIONADO:<\/strong> <a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/jurisprudencia\/toc.jsp?livre='201901411647'.REG.\" target=\"new\" rel=\"noopener\">REsp 1.890.615-SP<\/a>, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/08\/2021, DJe 19\/08\/2021.<\/p>\n<p><strong>FONTE:<\/strong> Informativo 0707\/STJ<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESTAQUE: O cr\u00e9dito decorrente de honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais titularizado pelo advogado n\u00e3o \u00e9 capaz de estabelecer rela\u00e7\u00e3o de prefer\u00eancia ou de exclus\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito principal titularizado por seu cliente. TEMA: Honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Direito do advogado. Natureza alimentar. Cr\u00e9dito privilegiado. Prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos cr\u00e9dito titularizado pelo cliente. Concurso singular de credores. Inexist\u00eancia. INFORMA\u00c7\u00d5ES [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":41226,"featured_media":108,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[21,20,19],"coauthors":[],"class_list":["post-107","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-advocacia","tag-honorarios-advocaticios","tag-processo-civil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41226"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=107"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":116,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/107\/revisions\/116"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=107"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}