{"id":1350,"date":"2024-04-02T15:19:15","date_gmt":"2024-04-02T18:19:15","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=1350"},"modified":"2024-04-02T15:19:15","modified_gmt":"2024-04-02T18:19:15","slug":"stf-invalidacao-de-regra-na-distribuicao-de-vagas-eleitorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/stf-invalidacao-de-regra-na-distribuicao-de-vagas-eleitorais\/","title":{"rendered":"STF: Invalida\u00e7\u00e3o de Regra na Distribui\u00e7\u00e3o de Vagas Eleitorais"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por:<\/strong> Amanda Antkiewicz<\/p>\n<p>Tr\u00eas partidos pol\u00edticos (Rede Sustentabilidade, Podemos, Partido Socialista Brasileiro e Partido Progressista) ajuizaram a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade (ADI\u2019s) questionando as regras de atribui\u00e7\u00e3o de assentos no \u00e2mbito do sistema eleitoral proporcional.<\/p>\n<p>Importante esclarecer que dentro desse sistema proporcional os votos s\u00e3o atribu\u00eddos a partidos e n\u00e3o a candidatos espec\u00edficos. As cadeiras no parlamento, por sua vez, s\u00e3o atribu\u00eddas com base numa f\u00f3rmula que tem em conta o desempenho de cada partido nas elei\u00e7\u00f5es. A Lei n\u00ba 14.211\/2021 estabelece requisitos adicionais, como exigir que os candidatos obtenham votos equivalentes a 10% do quociente eleitoral para garantir sua vaga na primeira fase de distribui\u00e7\u00e3o dos assentos parlamentares.<\/p>\n<p>Os partidos mencionados questionaram a validade da regra estabelecida para a terceira fase dessa distribui\u00e7\u00e3o de vagas, que restringia a participa\u00e7\u00e3o aos partidos que alcan\u00e7aram 80% do quociente eleitoral. Alegaram, nesse sentido, que essa exig\u00eancia favorecia os grandes partidos e prejudicava a participa\u00e7\u00e3o dos partidos menores, causando uma distor\u00e7\u00e3o no sistema proporcional.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Decis\u00e3o do STF:<\/strong><\/p>\n<p>Por maioria de votos, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a regra que tornava mais dif\u00edcil para os partidos menores receberem vagas no legislativo na referida etapa de distribui\u00e7\u00e3o das sobras eleitorais. Com essa decis\u00e3o, todos os partidos poder\u00e3o participar dessa fase, anteriormente reservada, como explicado, apenas aos que atingissem a cl\u00e1usula de desempenho de 80% do quociente eleitoral.<\/p>\n<p><strong>Raz\u00f5es da Decis\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>Prevaleceu, portanto, o entendimento de que a aplica\u00e7\u00e3o dessa cl\u00e1usula de desempenho na \u00faltima fase de distribui\u00e7\u00e3o de cadeiras inviabilizaria a ocupa\u00e7\u00e3o de vagas por partidos menores, mesmo que tenham candidatos com vota\u00e7\u00e3o expressiva. A regra foi considerada inv\u00e1lida por descaracterizar o sistema proporcional previsto na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Impacto e Vig\u00eancia<\/strong>:<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do STF tem um efeito importante para este ano, uma vez que ser\u00e1 aplicada a partir das elei\u00e7\u00f5es municipais j\u00e1 em outubro de 2024. Ressalta-se, ainda, que tal decis\u00e3o n\u00e3o afetar\u00e1 o resultado das elei\u00e7\u00f5es de 2022. Em s\u00edntese, o <em>decisum<\/em> permitir\u00e1 uma maior participa\u00e7\u00e3o dos partidos pol\u00edticos na distribui\u00e7\u00e3o das vagas eleitorais no sistema proporcional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Por: Amanda Antkiewicz Tr\u00eas partidos pol\u00edticos (Rede Sustentabilidade, Podemos, Partido Socialista Brasileiro e Partido Progressista) ajuizaram a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade (ADI\u2019s) questionando as regras de atribui\u00e7\u00e3o de assentos no \u00e2mbito do sistema eleitoral proporcional. Importante esclarecer que dentro desse sistema proporcional os votos s\u00e3o atribu\u00eddos a partidos e n\u00e3o a candidatos espec\u00edficos. As cadeiras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":41226,"featured_media":460,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[773,775,6,774],"coauthors":[],"class_list":["post-1350","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-direito-eleitoral","tag-distribuicao","tag-stf","tag-vagas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41226"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1350"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1350\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1351,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1350\/revisions\/1351"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/460"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1350"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=1350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}