{"id":1374,"date":"2024-05-14T12:35:02","date_gmt":"2024-05-14T15:35:02","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=1374"},"modified":"2024-05-14T12:35:02","modified_gmt":"2024-05-14T15:35:02","slug":"decisao-do-stf-sobre-porte-de-arma-para-atiradores-desportivos-em-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/decisao-do-stf-sobre-porte-de-arma-para-atiradores-desportivos-em-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"Decis\u00e3o do STF sobre porte de arma para atiradores desportivos em Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por<\/strong>: Amanda Antkiewicz<\/em><\/p>\n<p>A lei ordin\u00e1ria estadual n. 5.892\/2022, promulgada no \u00e2mbito do Estado de Mato Grosso do Sul, tratou do reconhecimento do risco inerente \u00e0 atividade dos atiradores desportivos vinculados a entidades de desporto legalmente constitu\u00eddas. Essa lei visava facilitar o porte de arma de fogo para esses atiradores.<\/p>\n<p>Entretanto, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, valendo-se de sua legitimidade ativa garantida pelo art. 103, I, CF\/88, ajuizou a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (ADI) com o escopo de declarar a inconstitucionalidade da mencionada legisla\u00e7\u00e3o. Na a\u00e7\u00e3o, argumentou-se que o Estado de Mato Grosso do Sul n\u00e3o possui compet\u00eancia para legislar sobre a mat\u00e9ria em an\u00e1lise, uma vez que a autoriza\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do uso de material b\u00e9lico s\u00e3o de compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o, em conformidade com o disposto no art. 22, inciso XXI, da CF\/88.<\/p>\n<p>Ao julgar a ADI n. 4567, o relator, Ministro Dias Toffoli, julgou procedente o pedido de declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, acolhendo a tese de que a promulga\u00e7\u00e3o da lei estadual extrapolou a referida compet\u00eancia constitucional ao tratar de um tema que cabe privativamente \u00e0 Uni\u00e3o, ensejando, portanto, uma inconstitucionalidade por a\u00e7\u00e3o formal org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Nesse sentido, ademais de n\u00e3o possuir compet\u00eancia formal para legislar acerca de material b\u00e9lico, o STF firmou o posicionamento de que o Estado do Mato Grosso do Sul ainda o fez de forma contr\u00e1ria \u00e0s regulamenta\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o acerca do assunto. Com isso, por unanimidade, o Plen\u00e1rio do STF, acompanhando o voto do relator, declarou inconstitucional a lei de Mato Grosso do Sul que facilitava o porte de arma de fogo a atiradores desportivos no estado, ao reconhecer o risco da atividade por eles exercida.<\/p>\n<p>Importante esclarecer que a decis\u00e3o do\u00a0Supremo Tribunal Federal declarando a\u00a0inconstitucionalidade\u00a0da\u00a0Lei Estadual n. 5.892\/2022\u00a0que facilitava o porte de arma de fogo para atiradores desportivos em\u00a0Mato Grosso do Sul\u00a0n\u00e3o implica automaticamente na\u00a0perda\u00a0do porte de quem j\u00e1 o possu\u00eda. No entanto, a partir desse momento, a lei estadual n\u00e3o mais respalda essa facilidade, e os atiradores desportivos dever\u00e3o observar as regras previstas na\u00a0Lei Federal n\u00ba 10.826\/2003\u00a0e demais regulamentos expedidos pelas autoridades competentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Amanda Antkiewicz A lei ordin\u00e1ria estadual n. 5.892\/2022, promulgada no \u00e2mbito do Estado de Mato Grosso do Sul, tratou do reconhecimento do risco inerente \u00e0 atividade dos atiradores desportivos vinculados a entidades de desporto legalmente constitu\u00eddas. Essa lei visava facilitar o porte de arma de fogo para esses atiradores. 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