{"id":1501,"date":"2025-03-12T14:29:34","date_gmt":"2025-03-12T17:29:34","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=1501"},"modified":"2026-08-09T11:52:14","modified_gmt":"2026-08-09T14:52:14","slug":"decisao-do-stj-no-caso-de-indenizacao-de-danos-morais-de-luiz-inacio-lula-da-silva-contra-deltan-dallagnol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/decisao-do-stj-no-caso-de-indenizacao-de-danos-morais-de-luiz-inacio-lula-da-silva-contra-deltan-dallagnol\/","title":{"rendered":"Decis\u00e3o do STJ no Caso de Indeniza\u00e7\u00e3o de Danos Morais de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva contra Deltan Dallagnol"},"content":{"rendered":"<p>Por: Andressa Paulino de Melo<\/p>\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declara\u00e7\u00e3o interpostos pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva no \u00e2mbito do Recurso Especial n\u00ba 1.842.613\/SP. O julgamento foi conduzido pela Quarta Turma do STJ, sob relatoria do Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, em sess\u00e3o virtual realizada entre 2 e 8 de agosto de 2022.<\/p>\n<p>O recurso tem origem de uma a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais movida por Lula contra o ex-procurador da Rep\u00fablica Deltan Dallagnol. A pol\u00eamica est\u00e1 relacionada \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de uma den\u00fancia criminal em 2016, quando Dallagnol apresentou um PowerPoint em uma coletiva de imprensa para associar o ex-presidente \u00e0 lideran\u00e7a de um suposto esquema de corrup\u00e7\u00e3o. A apresenta\u00e7\u00e3o foi considerada ofensiva e n\u00e3o t\u00e9cnica, incluindo acusa\u00e7\u00f5es que extrapolavam os limites.<\/p>\n<p>Em decis\u00e3o anterior, o STJ j\u00e1 havia condenado Dallagnol ao pagamento de uma indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 75.000,00 por danos morais. Lula, por meio dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, pleiteava a majora\u00e7\u00e3o do valor da indeniza\u00e7\u00e3o, argumentando que a quantia arbitrada n\u00e3o seria suficiente para desestimular a reincid\u00eancia de condutas similares pelo embargado.<\/p>\n<p>Contudo, a Quarta Turma concluiu que n\u00e3o havia omiss\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o, obscuridade ou erro material no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, requisitos necess\u00e1rios para a admissibilidade dos embargos de declara\u00e7\u00e3o conforme o artigo 1.022 do C\u00f3digo de Processo Civil. Assim, o Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o destacou que os embargos de declara\u00e7\u00e3o foram julgados como via inadequada para revisar o valor da indeniza\u00e7\u00e3o. Segundo o relator, os argumentos apresentados refor\u00e7am o reconhecimento do abuso de direito por parte de Dallagnol, mas n\u00e3o justificam a revis\u00e3o do valor indenizat\u00f3rio fixado. A Quarta Turma do STJ, por unanimidade, rejeitou os embargos de declara\u00e7\u00e3o, mantendo a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o no valor arbitrado inicialmente. A decis\u00e3o reafirma o papel do processo judicial como garantia de direitos fundamentais e da dignidade da pessoa humana, ressaltando a necessidade de responsabilidade e modera\u00e7\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es dos agentes p\u00fablicos. Al\u00e9m disso, o caso ilustra como a conduta irregular no exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas pode acarretar consequ\u00eancias jur\u00eddicas.<\/p>\n<p><strong>PROCESSO RELACIONADO:<\/strong> Recurso Especial n\u00ba 1.842.613 &#8211; SP (2019\/0235636-7).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Andressa Paulino de Melo O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declara\u00e7\u00e3o interpostos pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva no \u00e2mbito do Recurso Especial n\u00ba 1.842.613\/SP. 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