{"id":1605,"date":"2026-01-15T11:50:02","date_gmt":"2026-01-15T14:50:02","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=1605"},"modified":"2026-01-15T11:50:02","modified_gmt":"2026-01-15T14:50:02","slug":"stj-compete-as-turmas-de-direito-privado-julgar-suposta-irregularidade-em-edital-de-proficiencia-medica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/stj-compete-as-turmas-de-direito-privado-julgar-suposta-irregularidade-em-edital-de-proficiencia-medica\/","title":{"rendered":"STJ &#8211; Compete \u00e0s turmas de direito privado julgar suposta irregularidade em edital de profici\u00eancia m\u00e9dica"},"content":{"rendered":"<p>A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) definiu que \u00e9 da <span class=\"termo-glossario\" data-match=\"compet\u00eancia\" data-termo=\"compet\u00eancia\" data-significado=\"Capacidade legal para julgar um processo ou tomar uma decis\u00e3o.  \">compet\u00eancia<\/span> das turmas de direito privado do tribunal julgar recurso sobre suposta irregularidade na divulga\u00e7\u00e3o de edital para a certifica\u00e7\u00e3o por profici\u00eancia em \u00e1rea m\u00e9dica.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o foi trazida ao STJ por uma cardiologista que alegou que o edital para um processo de certifica\u00e7\u00e3o por profici\u00eancia na \u00e1rea de estimula\u00e7\u00e3o card\u00edaca eletr\u00f4nica implant\u00e1vel, promovido por associa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, n\u00e3o foi devidamente divulgado, o que a fez perder o prazo de inscri\u00e7\u00e3o e comprometeu seu exerc\u00edcio profissional.<\/p>\n<p>Em ju\u00edzo, ela requereu que o prazo de inscri\u00e7\u00e3o fosse ampliado para poder obter sua certifica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de pedir indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos sofridos. Contudo, os pedidos foram negados nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, o que levou a m\u00e9dica a recorrer ao STJ.<\/p>\n<p>O caso foi distribu\u00eddo \u00e0 Quarta Turma (direito privado), que determinou a redistribui\u00e7\u00e3o a uma das turmas da Primeira Se\u00e7\u00e3o (direito p\u00fablico), sob o argumento de que a mat\u00e9ria de fundo estaria relacionada ao exerc\u00edcio profissional. Posteriormente, a Primeira Turma \u2013 para a qual o processo foi sorteado \u2013 suscitou o <span class=\"termo-glossario\" data-match=\"conflito de compet\u00eancia\" data-termo=\"Conflito de compet\u00eancia\" data-significado=\"Conflito de compet\u00eancia (sigla CC) \u00e9 um incidente processual em que se discute qual \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio tem compet\u00eancia legal para julgar um caso.\">conflito de compet\u00eancia<\/span> \u00e0 Corte Especial, por entender que a natureza jur\u00eddica do lit\u00edgio seria de direito privado.<\/p>\n<p><strong>Edital de certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 regido por normas de direito privado<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a relatora, ministra Nancy Andrighi, as institui\u00e7\u00f5es que promoveram a certifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos; portanto, n\u00e3o s\u00e3o regidas pelas normas de direito p\u00fablico. Na hip\u00f3tese em an\u00e1lise, a ministra tamb\u00e9m verificou que o edital n\u00e3o tinha como objetivo o ingresso em cargo ou emprego p\u00fablico, mas apenas uma certifica\u00e7\u00e3o profissional. Assim, observou, o edital impugnado n\u00e3o se referia a concurso p\u00fablico.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica havia alegado no recurso que a aus\u00eancia da certifica\u00e7\u00e3o impediria o seu exerc\u00edcio profissional, o que atrairia a <span class=\"\" data-match=\"compet\u00eancia\">compet\u00eancia<\/span> da Primeira Se\u00e7\u00e3o. No entanto, a relatora ponderou que n\u00e3o ficou provada nos autos nenhuma exig\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos \u2013 como o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ou os conselhos profissionais \u2013 que tornasse a certifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para o exerc\u00edcio profissional.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico figurando em qualquer dos polos da a\u00e7\u00e3o, e o edital de certifica\u00e7\u00e3o por profici\u00eancia em \u00e1rea m\u00e9dica \u00e9 regido por normas de direito privado&#8221;, afirmou Nancy Andrighi, assinalando ainda que a falta da certifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede o exerc\u00edcio profissional da medicina.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=331677480&amp;registro_numero=202401332939&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20250902&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no CC 204.346<\/a>.<\/p>\n<p><strong>FONTE: Com informa\u00e7\u00e3o da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013 STJ<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) definiu que \u00e9 da compet\u00eancia das turmas de direito privado do tribunal julgar recurso sobre suposta irregularidade na divulga\u00e7\u00e3o de edital para a certifica\u00e7\u00e3o por profici\u00eancia em \u00e1rea m\u00e9dica. 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