{"id":261,"date":"2021-11-04T13:08:17","date_gmt":"2021-11-04T16:08:17","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=261"},"modified":"2021-11-05T01:00:51","modified_gmt":"2021-11-05T04:00:51","slug":"tjrj-rompimento-de-preservativo-e-responsabilidade-do-fabricante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/tjrj-rompimento-de-preservativo-e-responsabilidade-do-fabricante\/","title":{"rendered":"TJRJ: Rompimento de preservativo \u00e9 responsabilidade do fabricante"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por:<\/strong> Manoel Renato de Jesus<\/p>\n<p><strong>Relat\u00f3rio do caso<\/strong><\/p>\n<p>O texto abordado se trata de uma apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel interposta por um casal contra o fabricante e vendedor diante da situa\u00e7\u00e3o de v\u00edcio no neg\u00f3cio consumerista, tendo em vista que os apelantes compraram um preservativo masculino que se rompeu durante a rela\u00e7\u00e3o sexual, ocasionando a dissemina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos no saco vaginal.<\/p>\n<p>O rompimento acarretou dano moral aos apelantes, e em consequ\u00eancia disso, a autora buscou atendimento m\u00e9dico para \u201cretirada de fragmento de preservativo do fundo do saco vaginal\u201d. Considerando que o preservativo foi enviado \u00e0 per\u00edcia, mas, n\u00e3o foi poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de qualidade devido \u00e0 falta de equipamento, ainda assim detectaram a presen\u00e7a de esperma, gerando tamb\u00e9m a possibilidade de gravidez.<\/p>\n<p><strong>Da decis\u00e3o e seus fundamentos<\/strong><\/p>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o Ju\u00edzo <em>a quo<\/em>, atrav\u00e9s de senten\u00e7a, julgou o pedido improcedente sob a fundamenta\u00e7\u00e3o de que os autores n\u00e3o se desincumbiram do \u00f4nus de provar o v\u00edcio do produto, deixando assim de estabelecer o nexo causal entre a conduta imputada aos r\u00e9us e o evento acoimado de lesivo.<\/p>\n<p>Diante dessa decis\u00e3o, os demandantes apelaram para a 15\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro, atribuindo responsabilidade do v\u00edcio \u00e0 r\u00e9 que fabricou o preservativo e \u00e0 r\u00e9 que o vendeu. Os apelantes comprovaram a situa\u00e7\u00e3o constrangedora, considerando o deslocamento ao hospital para retirada de fragmentos do preservativo na vagina, bem como a preocupa\u00e7\u00e3o de uma nova gravidez.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar que o fabricante n\u00e3o obteve \u00eaxito em comprovar que seria imposs\u00edvel a ruptura do preservativo e tampouco comprovou que o rompimento se deu por uso incorreto do produto pelo consumidor. A decis\u00e3o foi categ\u00f3rica ao destacar \u201cque em se tratando de rela\u00e7\u00e3o de consumo, apenas um fato exclusivo da v\u00edtima excluiria a responsabilidade\u201d.<\/p>\n<p>Fixou tamb\u00e9m o entendimento que \u201ccom o rompimento, ambos ficaram apreensivos e, sem d\u00favida, ansiosos, diante da possibilidade de uma nova gravidez, n\u00e3o desejada e n\u00e3o recomendada para a mulher. Tudo gerou dano moral para ambos, embora em maior monta para a mulher, conforme destacado\u201d.<\/p>\n<p>Ante ao exposto, foi concedido provimento ao recurso condenando os r\u00e9us a pagarem para a autora o valor de R$ 3.000,00 (tr\u00eas mil reais) e para o autor, o valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria da data do julgamento e juros da cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os r\u00e9us ainda arcaram com o pagamento de todas as despesas processuais e honor\u00e1rios fixados em 15 % do valor da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>PROCESSO RELACIONADO : <\/strong>0006002-28.2003.8.19.0211<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Manoel Renato de Jesus Relat\u00f3rio do caso O texto abordado se trata de uma apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel interposta por um casal contra o fabricante e vendedor diante da situa\u00e7\u00e3o de v\u00edcio no neg\u00f3cio consumerista, tendo em vista que os apelantes compraram um preservativo masculino que se rompeu durante a rela\u00e7\u00e3o sexual, ocasionando a dissemina\u00e7\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":41226,"featured_media":265,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[121,85,119,120],"coauthors":[],"class_list":["post-261","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-danos-morais","tag-direito-do-consumidor","tag-preservativo","tag-responsabilidade-do-fornecedor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41226"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=261"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":267,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions\/267"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/265"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=261"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}