{"id":302,"date":"2021-11-12T12:44:21","date_gmt":"2021-11-12T15:44:21","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=302"},"modified":"2021-11-12T12:44:21","modified_gmt":"2021-11-12T15:44:21","slug":"tjpb-aplicativo-de-transporte-nao-tem-o-dever-de-indenizar-por-assalto-de-passageiro-contra-motorista-usuario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/tjpb-aplicativo-de-transporte-nao-tem-o-dever-de-indenizar-por-assalto-de-passageiro-contra-motorista-usuario\/","title":{"rendered":"TJPB: Aplicativo de transporte n\u00e3o tem o dever de indenizar por assalto de passageiro contra motorista-usu\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Por unanimidade, a Segunda C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba negou provimento ao apelo de um motorista que pedia indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais contra a empresa 99 POP. Ao manter a decis\u00e3o do 1\u00ba Grau, o colegiado entendeu que a plataforma de aplicativo de corridas n\u00e3o responde civilmente pelos danos ocasionados ao motorista por passageiros que contrataram seus servi\u00e7os. O relator da Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n\u00ba 0827369-75.2019.8.15.0001 foi o juiz convocado Carlos Eduardo Leite Lisboa.<\/p>\n<p>Conforme os autos, no dia 19 de setembro de 2019, na qualidade de motorista de aplicativo, o apelante recebeu um chamado de um usu\u00e1rio, no Bairro Monte Castelo, em Campina Grande. Ao chegar ao local, o passageiro, armado, tomou do autor os seus pertences pessoais, al\u00e9m do pr\u00f3prio ve\u00edculo, posteriormente recuperado.<\/p>\n<p>Ao ajuizar a a\u00e7\u00e3o, o apelante entendeu que, em raz\u00e3o do princ\u00edpio da fun\u00e7\u00e3o social dos contratos, a empresa 99 POP deveria responder civilmente pelo il\u00edcito. Aduziu ainda tratar-se de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de consumo, a atrair o regime jur\u00eddico de responsabilidade civil objetiva.<\/p>\n<p>No voto, o juiz convocado Carlos Eduardo destacou, conforme entendimento dominante nos tribunais, que a plataforma de aplicativo de corridas n\u00e3o responde civilmente pelos danos ocasionados ao motorista pelos usu\u00e1rios que contrataram seus servi\u00e7os. \u201cDo contr\u00e1rio, a v\u00ednculo jur\u00eddico estabelecido entre o motorista e o aplicativo seria, a pretexto de tutelar a fun\u00e7\u00e3o social do contrato, transmudado em contrato de seguro, o que \u00e9 inconceb\u00edvel.\u201d, disse o relator.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o magistrado, o fato criminoso perpetrado contra o motorista \u2013 roubo praticado em concurso de pessoas e com emprego de arma de fogo \u2013 \u00e9 fortuito externo, a romper o nexo causal e eliminar o dever de indenizar. \u201cDessa maneira, mesmo se que suplantasse a observa\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada, a recorrida n\u00e3o poderia ser civilmente responsabilizada por ato il\u00edcito de terceiro.\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Da decis\u00e3o cabe recurso.<\/p>\n<p><strong>PROCESSO RELACIONADO:<\/strong> 0827369-75.2019.8.15.0001<\/p>\n<p><strong>FONTE:<\/strong> TJPB<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por unanimidade, a Segunda C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba negou provimento ao apelo de um motorista que pedia indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais contra a empresa 99 POP. 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