{"id":351,"date":"2021-11-30T13:00:58","date_gmt":"2021-11-30T16:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=351"},"modified":"2021-11-30T13:00:58","modified_gmt":"2021-11-30T16:00:58","slug":"tst-empresa-de-telemarketing-e-condenada-por-punir-operadora-por-apresentar-atestado-medico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/tst-empresa-de-telemarketing-e-condenada-por-punir-operadora-por-apresentar-atestado-medico\/","title":{"rendered":"TST: Empresa de telemarketing \u00e9 condenada por punir operadora por apresentar atestado m\u00e9dico"},"content":{"rendered":"<p>A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Tel Centro de Contatos Ltda., de Palmas (TO), ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o a uma operadora de telemarketing que era penalizada com supress\u00e3o da folga aos s\u00e1bados em raz\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o de atestado m\u00e9dico. Para o \u00f3rg\u00e3o, a conduta do empregador foi al\u00e9m dos limites do seu poder diretivo, pois impede seus empregados de usufru\u00edrem seus direitos e exp\u00f5e a sua sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Atestado m\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, a empregada narrou que a apresenta\u00e7\u00e3o de atestados m\u00e9dicos tinha impacto direto na avalia\u00e7\u00e3o dos operadores, e a m\u00e1 avalia\u00e7\u00e3o, por sua vez, tinha como consequ\u00eancia advert\u00eancias e perda das folgas-pr\u00eamio aos s\u00e1bados. Segundo ela, em per\u00edodos de campanha, era advertida de que a apresenta\u00e7\u00e3o de atestados acarretaria a perda da folga aos s\u00e1bados de todo o m\u00eas.<\/p>\n<p>A empresa, em sua defesa, negou o relato da empregada e sustentou que n\u00e3o havia persegui\u00e7\u00e3o nem preju\u00edzo aos empregados que apresentassem atestados.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00e1tica corriqueira<\/strong><\/p>\n<p>O ju\u00edzo da 2\u00aa Vara do Trabalho de Palmas (TO) indeferiu o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o, por entender que a supress\u00e3o de folga-pr\u00eamio n\u00e3o extrapola o poder diretivo da empresa. No mesmo sentido, o Tribunal Regional do Trabalho da 10\u00aa Regi\u00e3o (DF\/TO) concluiu que, embora fosse pr\u00e1tica corriqueira, a medida, por si s\u00f3, n\u00e3o gera dano moral a ser indenizado.<\/p>\n<p><strong>Limite do poder diretivo<\/strong><\/p>\n<p>O relator do recurso de revista da atendente, ministro Agra Belmonte, explicou que, segundo a jurisprud\u00eancia do TST, o dano moral, nessa circunst\u00e2ncia, decorre da natureza da situa\u00e7\u00e3o vivenciada, n\u00e3o havendo necessidade de prova cabal do abalo sofrido pelo empregado. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a conduta da empresa de utilizar os atestados m\u00e9dicos apresentados pelos empregados para comprometer as suas avalia\u00e7\u00f5es e, com isso, puni-los com a supress\u00e3o de folgas vai al\u00e9m dos limites do seu poder diretivo, ao impedir que eles usufruam seus direitos e expor a sua sa\u00fade.<\/p>\n<p>Por unanimidade, a Turma deu provimento ao recurso e fixou o valor da indeniza\u00e7\u00e3o em R$ 10 mil.<\/p>\n<p>PROCESSO RELACIONADO:<\/p>\n<p>FONTE: Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o social do TST<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Tel Centro de Contatos Ltda., de Palmas (TO), ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o a uma operadora de telemarketing que era penalizada com supress\u00e3o da folga aos s\u00e1bados em raz\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o de atestado m\u00e9dico. 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