{"id":500,"date":"2022-04-27T11:31:05","date_gmt":"2022-04-27T14:31:05","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=500"},"modified":"2022-04-27T11:31:05","modified_gmt":"2022-04-27T14:31:05","slug":"trf-3-sanado-erro-formal-na-documentacao-nao-e-razoavel-obstar-a-matricula-no-ensino-superior-de-cotista-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/trf-3-sanado-erro-formal-na-documentacao-nao-e-razoavel-obstar-a-matricula-no-ensino-superior-de-cotista-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"TRF-3: Sanado erro formal na documenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel obstar a matr\u00edcula no Ensino Superior de cotista com defici\u00eancia."},"content":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) assegurou a um aluno com defici\u00eancia o direito de matricular-se no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). Ele havia sido aprovado no vestibular e contemplado nas cotas do Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificado (Sisu), no 1\u00ba semestre de 2021, mas n\u00e3o teria apresentado a documenta\u00e7\u00e3o completa \u00e0 institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n<p>Para os magistrados, a recusa da universidade em efetuar a matr\u00edcula, justificada apenas por erro formal corrigido posteriormente, ofende ao princ\u00edpio da razoabilidade e da proporcionalidade.<\/p>\n<p>Segundo a decis\u00e3o, no primeiro atestado m\u00e9dico apresentado pelo estudante constava o c\u00f3digo da enfermidade (CID G35 &#8211; esclerose m\u00faltipla), bem como a informa\u00e7\u00e3o de que \u201capresenta mancha at\u00e1xica, paraparesia grau III em membros inferiores, necessitando de apoio bilateral para caminhar e possui risco de quedas\u201d.<\/p>\n<p>A Unifesp alegou que a documenta\u00e7\u00e3o era inadequada. A universidade argumentou que seria necess\u00e1rio que o relat\u00f3rio\/atestado apresentasse tamb\u00e9m o CID referente \u00e0 Paraparesia, contemplada no Decreto n\u00ba 3.298 de 20 de Dezembro de 1999.<\/p>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o pedido liminar j\u00e1 havia sido deferido, autorizando a matr\u00edcula definitiva no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais.<\/p>\n<p>A Universidade ingressou com recurso, alegando que a Comiss\u00e3o Multifuncional de Per\u00edcia M\u00e9dica da institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o reconheceu a defici\u00eancia do aluno.<\/p>\n<p>Ao analisar o processo no TRF3, a relatora, desembargadora federal M\u00f4nica Nobre, frisou que a verifica\u00e7\u00e3o de erro material no atestado m\u00e9dico para comprova\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 cota de vaga (indica\u00e7\u00e3o de CID diferente da patologia do candidato) n\u00e3o \u00e9 motivo suficiente para a restri\u00e7\u00e3o de acesso do candidato ao ensino superior.<\/p>\n<p>\u201cA recusa da institui\u00e7\u00e3o de ensino em efetuar a matr\u00edcula, justificada apenas pelo erro apontado e corrigido posteriormente, ofende ao princ\u00edpio da razoabilidade e da proporcionalidade, na medida em que impede o leg\u00edtimo exerc\u00edcio do direito constitucional \u00e0 educa\u00e7\u00e3o por uma quest\u00e3o meramente formal e que as circunst\u00e2ncias indicavam ser facilmente super\u00e1vel pela agravante\u201d, concluiu a magistrada.<\/p>\n<p><strong>PROCESSO RELACIONADO:<\/strong> Agravo de Instrumento 5015706-78.2021.4.03.0000<\/p>\n<p><strong>FONTE:<\/strong> Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de comunica\u00e7\u00e3o Social do TRF3<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) assegurou a um aluno com defici\u00eancia o direito de matricular-se no curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). 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