{"id":600,"date":"2022-06-30T18:41:51","date_gmt":"2022-06-30T21:41:51","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=600"},"modified":"2022-06-30T18:41:51","modified_gmt":"2022-06-30T21:41:51","slug":"trf-3-instituicoes-de-ensino-devem-indenizar-alunos-por-oferta-de-cursos-ead-sem-autorizacao-do-mec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/trf-3-instituicoes-de-ensino-devem-indenizar-alunos-por-oferta-de-cursos-ead-sem-autorizacao-do-mec\/","title":{"rendered":"TRF-3: Institui\u00e7\u00f5es de ensino devem indenizar alunos por oferta de cursos EAD sem autoriza\u00e7\u00e3o do MEC"},"content":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) manteve decis\u00e3o que condenou tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es de ensino ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais a alunos que realizaram curso de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (EAD), na cidade de Coxim\/MS, em desacordo com as diretrizes do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC).<\/p>\n<p>Para os magistrados, provas juntadas aos autos confirmaram que os institutos ofertaram p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na modalidade EAD, sem a autoriza\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico federal respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>De acordo com o processo, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica buscando a repara\u00e7\u00e3o de direitos individuais, coletivos e difusos, bem como a anula\u00e7\u00e3o de todos os diplomas expedidos. Tamb\u00e9m pediu que as empresas deixassem de fornecer cursos superiores em desacordo com as normativas do MEC.<\/p>\n<p>Decis\u00e3o liminar da Justi\u00e7a Federal de Mato Grosso do Sul atendeu a solicita\u00e7\u00e3o do MPF e determinou a suspens\u00e3o dos cursos em andamento nesta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No julgamento do m\u00e9rito, a 1\u00aa Vara Federal de Coxim considerou o pedido parcialmente procedente. Ap\u00f3s a decis\u00e3o, ocorreu a remessa oficial do processo ao TRF3.<\/p>\n<p>Ao confirmar a senten\u00e7a, os magistrados destacaram que a educa\u00e7\u00e3o superior \u00e9 livre \u00e0 iniciativa privada, desde que observadas as normas e mediante autoriza\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de qualidade pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cOs cursos ofertados por entidades n\u00e3o credenciadas no Sistema Federal de Ensino s\u00e3o considerados apenas \u2018cursos livres\u2019, n\u00e3o autorizados a expedir certificados de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, apenas de participa\u00e7\u00e3o, sem valor de t\u00edtulo de curso superior\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o colegiado, tamb\u00e9m ficou evidenciada irregularidade da carga hor\u00e1ria, inferior \u00e0 prevista na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2\/2015 do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 indica\u00e7\u00e3o de que os cursos eram fornecidos em um \u00fanico ano, com aulas no m\u00e1ximo duas vezes ao m\u00eas\u201d.<\/p>\n<p>Assim, a Quarta Turma manteve integralmente a senten\u00e7a, condenando as institui\u00e7\u00f5es de ensino ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 12 mil para cada aluno e a devolu\u00e7\u00e3o das taxas e das mensalidades a t\u00edtulo de repara\u00e7\u00e3o material. Al\u00e9m disso, reconheceu a nulidade de todos os diplomas expedidos.<\/p>\n<p><strong>PROCESSO RELACIONADO:<\/strong> Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 5000200-25.2017.4.03.6007<\/p>\n<p><strong>FONTE:<\/strong> Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social do TRF3<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) manteve decis\u00e3o que condenou tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es de ensino ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais a alunos que realizaram curso de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (EAD), na cidade de Coxim\/MS, em desacordo com as diretrizes do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). 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