{"id":700,"date":"2022-08-30T14:12:38","date_gmt":"2022-08-30T17:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=700"},"modified":"2022-08-30T14:12:38","modified_gmt":"2022-08-30T17:12:38","slug":"stf-e-declarada-inconstitucional-aliquota-maior-de-icms-de-energia-eletrica-e-comunicacoes-em-cinco-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/stf-e-declarada-inconstitucional-aliquota-maior-de-icms-de-energia-eletrica-e-comunicacoes-em-cinco-estados\/","title":{"rendered":"STF: \u00c9 declarada inconstitucional al\u00edquota maior de ICMS de energia el\u00e9trica e comunica\u00e7\u00f5es em cinco estados"},"content":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade de normas dos Estados do Par\u00e1, do Tocantins, de Minas Gerais, de Rond\u00f4nia e de Goi\u00e1s que fixavam a al\u00edquota do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para opera\u00e7\u00f5es de fornecimento de energia el\u00e9trica e servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es em patamar superior \u00e0 cobrada sobre as opera\u00e7\u00f5es em geral. A decis\u00e3o foi tomada em cinco A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7111, 7113, 7116, 7119 e 7122) ajuizadas pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, julgadas procedentes, por unanimidade, na sess\u00e3o virtual encerrada em 26\/8.<\/p>\n<p><b>Jurisprud\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>O relator das a\u00e7\u00f5es, ministro Edson Fachin, explicou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia recente do Supremo, uma vez adotada a seletividade no ICMS (quando a tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferenciada de acordo com a essencialidade dos produtos e mercadorias), o estado n\u00e3o pode estabelecer al\u00edquotas sobre as opera\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica e os servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o mais elevadas que a al\u00edquota das opera\u00e7\u00f5es em geral. Esse entendimento foi fixado no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 714139 (Tema 745), com repercuss\u00e3o geral, e reafirmado nas ADIs 7117 e 7123, em que foi declarada a inconstitucionalidade de normas estaduais de conte\u00fado id\u00eantico ao questionado.<\/p>\n<p><b>M\u00ednimo existencial<\/b><\/p>\n<p>Em seu voto, Fachin destacou que o objetivo da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da seletividade em fun\u00e7\u00e3o da essencialidade \u00e9 garantir que a incid\u00eancia dos impostos sobre mercadorias consideradas indispens\u00e1veis e essenciais, como a energia el\u00e9trica e os servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o atinja parcela de riqueza que corresponda ao m\u00ednimo existencial. Dessa forma, as camadas menos favorecidas da popula\u00e7\u00e3o, que t\u00eam parte mais significativa da renda comprometida com mercadorias e servi\u00e7os indispens\u00e1veis a um padr\u00e3o m\u00ednimo de dignidade, s\u00e3o beneficiadas.<\/p>\n<p><b>Modula\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o, a Corte adotou o par\u00e2metro fixado no RE 714139, de forma que a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade produza efeitos a partir do exerc\u00edcio financeiro de 2024.<\/p>\n<p><b>Normas derrubadas<\/b><\/p>\n<p>Foram declarados inconstitucionais dispositivos das seguintes normas:<\/p>\n<p>Lei 5.530\/1989 do Par\u00e1, com as altera\u00e7\u00f5es das Leis estaduais 6.344\/2000 e 6.175\/1998;<br \/>\nLei 1.287\/2001 do Tocantins, com altera\u00e7\u00f5es da Lei estadual 3.019\/2015;<br \/>\nLei 6.763\/1975 de Minas Gerais, com as altera\u00e7\u00f5es das Leis estaduais 10.562\/1991 e 23.521\/2019;<br \/>\nLei 688\/1996 de Rond\u00f4nia; e<br \/>\nLei 11.651\/1991 de Goi\u00e1s, com altera\u00e7\u00f5es das Leis estaduais 15.051\/2004 e 15.505\/2005.<\/p>\n<p><strong>PROCESSOS RELACIONADOS<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6372677\">ADI\u00a07111<\/a>; <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6372687\">ADI 7116<\/a>; <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6372683\">ADI\u00a07113<\/a>; <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6372794\">ADI\u00a07119<\/a> e <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6372822\">ADI\u00a07122<\/a><\/p>\n<p><strong>FONTE<\/strong>: Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o social do STF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade de normas dos Estados do Par\u00e1, do Tocantins, de Minas Gerais, de Rond\u00f4nia e de Goi\u00e1s que fixavam a al\u00edquota do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para opera\u00e7\u00f5es de fornecimento de energia el\u00e9trica e servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es em patamar superior \u00e0 cobrada sobre as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":41226,"featured_media":573,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[397,358,364,6],"coauthors":[],"class_list":["post-700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-aliquotas","tag-direito-tributario","tag-icms","tag-stf"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41226"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=700"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":701,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/700\/revisions\/701"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/573"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=700"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}