{"id":715,"date":"2022-09-01T02:35:02","date_gmt":"2022-09-01T05:35:02","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=715"},"modified":"2022-09-01T02:35:02","modified_gmt":"2022-09-01T05:35:02","slug":"stf-entes-publicos-interessados-podem-propor-acao-de-improbidade-administrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/stf-entes-publicos-interessados-podem-propor-acao-de-improbidade-administrativa\/","title":{"rendered":"STF: Entes p\u00fablicos interessados podem propor a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa"},"content":{"rendered":"<div class=\"noticia-conteudo p-l-8 p-r-8 m-t-16\">\n<p>Em julgamento encerrado nesta quarta-feira (31), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que entes p\u00fablicos que tenham sofrido preju\u00edzos em raz\u00e3o de atos de improbidade tamb\u00e9m est\u00e3o autorizados a propor a\u00e7\u00e3o e celebrar acordos de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil em rela\u00e7\u00e3o a esses atos. Por maioria de votos, o Plen\u00e1rio declarou inv\u00e1lidos dispositivos da Lei 14.230\/2021, que conferiam ao Minist\u00e9rio P\u00fablico\u200b (MP) legitimidade exclusiva para a propositura das a\u00e7\u00f5es por improbidade.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o se deu no julgamento das A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIS) 7042 e 7043,\u200b em que os pedidos formulados pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape) e pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Advogados P\u00fablicos Federais (Anafe) foram julgados parcialmente procedentes.<\/p>\n<p>A maioria do colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, e entendeu que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal prev\u00ea a legitimidade ativa concorrente entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e os entes p\u00fablicos lesados para ajuizar esse tipo de a\u00e7\u00e3o. Para o ministro, a supress\u00e3o dessa legitimidade fere a l\u00f3gica constitucional de prote\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a decis\u00e3o, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica fica autorizada, e n\u00e3o obrigada, a representar judicialmente o agente que tenha cometido ato de improbidade\u200b, desde que norma local (estadual ou municipal) disponha sobre essa possibilidade.<\/p>\n<p>Acompanharam esse entendimento os ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Edson Fachin, Lu\u00eds Roberto Barroso, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, C\u00e1rmen L\u00facia e Luiz Fux, presidente do STF.<\/p>\n<p>Ao votar na sess\u00e3o de hoje, Fux ressaltou que os titulares do direito t\u00eam legitima\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria para defesa do seu patrim\u00f4nio, sem preju\u00edzo das hip\u00f3teses de legitima\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, que \u00e9 o caso do MP quando promove a\u00e7\u00e3o de improbidade para pleitear um direito alheio.<\/p>\n<p>A ministra C\u00e1rmen L\u00facia, por sua vaez, frisou que eventuais excessos ou abuso de autoridade no manejo dessas a\u00e7\u00f5es devem ser devidamente punidos, sem alterar o sistema normativo em que a probidade e a moralidade s\u00e3o princ\u00edpios obrigat\u00f3rios.<\/p>\n<p><b>Er\u00e1rio<\/b><\/p>\n<p>O ministro Gilmar Mendes acompanhou os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli no sentido de que a legitimidade das pessoas jur\u00eddicas interessadas se restringe \u00e0 propositura de a\u00e7\u00f5es de ressarcimento e \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de acordos com essa finalidade. Para Mendes, o legislador considerou que o MP \u00e9 o ente mais adequado e imparcial para conduzir a\u00e7\u00f5es de improbidade, enquanto os entes p\u00fablicos prejudicados atuam, muitas vezes, condicionados \u00e0s mudan\u00e7as na estrutura de poder.<\/p>\n<p><strong>PROCESSOS RELACIONADOS<\/strong>: <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6315955\">ADI\u00a07043<\/a> e <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6315635\">ADI\u00a07042<\/a><\/p>\n<p><strong>FONTE<\/strong>: Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o social do STF<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em julgamento encerrado nesta quarta-feira (31), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que entes p\u00fablicos que tenham sofrido preju\u00edzos em raz\u00e3o de atos de improbidade tamb\u00e9m est\u00e3o autorizados a propor a\u00e7\u00e3o e celebrar acordos de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o civil em rela\u00e7\u00e3o a esses atos. 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