{"id":905,"date":"2022-11-23T10:43:40","date_gmt":"2022-11-23T13:43:40","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=905"},"modified":"2022-11-23T10:43:40","modified_gmt":"2022-11-23T13:43:40","slug":"stf-lei-municipal-que-estipulava-gratuidade-do-acesso-de-idosos-as-salas-de-cinema-e-inconstitucional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/stf-lei-municipal-que-estipulava-gratuidade-do-acesso-de-idosos-as-salas-de-cinema-e-inconstitucional\/","title":{"rendered":"STF: Lei municipal que estipulava gratuidade do acesso  de idosos \u00e0s salas de cinema \u00e9 inconstitucional."},"content":{"rendered":"<div class=\"noticia-conteudo p-l-8 p-r-8 m-t-16\">\n<p>Por maioria de votos, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu decis\u00e3o que havia declarado a inconstitucionalidade de lei do Munic\u00edpio de Cotia (SP) que instituiu o acesso gratuito de pessoas a partir de 60 anos \u00e0s salas de cinema da cidade, de segunda a sexta-feira. Nesta ter\u00e7a-feira (22), o colegiado acolheu recurso da Cinemark S\/A e concluiu que a norma ampliou de forma indevida um benef\u00edcio j\u00e1 previsto na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O colegiado retomou, com o voto-vista do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, o julgamento do agravo regimental apresentado pela Cinemark no Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo (ARE 1307028), em que o relator, ministro Edson Fachin, havia afastado a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da Lei municipal 2.068\/2019 pelo Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJ-SP). Com a decis\u00e3o, os efeitos da decis\u00e3o do TJ-SP est\u00e3o restabelecidos.<\/p>\n<p><b>Diverg\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>Prevaleceu a diverg\u00eancia aberta pelo ministro Gilmar Mendes, seguida pelos ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Nunes Marques, de que a lei municipal avan\u00e7ou sobre os limites impostos pelo Estatuto do Idoso e pela Lei da Meia-entrada ao legislar concorrentemente sobre a mat\u00e9ria, ampliando de forma indevida e ilimitada benef\u00edcio j\u00e1 previsto nas normas federais. O artigo 23 do Estatuto do Idoso (Lei 10.741\/2003) prev\u00ea descontos de, pelo menos, 50% nos ingressos para eventos art\u00edsticos, culturais, esportivos e de lazer e o acesso preferencial de pessoas idosas aos respectivos locais. J\u00e1 a Lei da Meia-entrada (Lei 12.933\/2013) assegura essa vantagem em 40% do total dos ingressos dispon\u00edveis para cada evento.<\/p>\n<p><b>Direito Social<\/b><\/p>\n<p>Para o ministro Fachin, a lei municipal apenas deu concretude a um direito social constitucionalmente previsto, facilitando meios e dando oportunidades \u00e0s pessoas idosas. A seu ver, o Estatuto do Idoso prev\u00ea desconto de \u201cpelo menos 50%\u201d, e n\u00e3o de \u201cno m\u00e1ximo 50%\u201d. Por esse motivo, a lei federal n\u00e3o impediria a gratuidade institu\u00edda pela lei de Cotia.<\/p>\n<p>Da mesma forma votou o ministro Ricardo Lewandowski, para quem o legislador local agiu dentro dos limites constitucionais.<\/p>\n<h4>PROCESSO RELACIONADO: <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6085000\">ARE\u00a01307028<\/a><\/h4>\n<p><strong>FONTE<\/strong>: Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o social do STF<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por maioria de votos, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu decis\u00e3o que havia declarado a inconstitucionalidade de lei do Munic\u00edpio de Cotia (SP) que instituiu o acesso gratuito de pessoas a partir de 60 anos \u00e0s salas de cinema da cidade, de segunda a sexta-feira. 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