{"id":940,"date":"2023-01-18T14:27:10","date_gmt":"2023-01-18T17:27:10","guid":{"rendered":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/?p=940"},"modified":"2023-01-18T14:27:10","modified_gmt":"2023-01-18T17:27:10","slug":"stj-marcas-que-utilizam-nomes-corriqueiros-nao-podem-ser-registradas-com-uso-exclusivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/boletimjuridico.ufms.br\/en\/stj-marcas-que-utilizam-nomes-corriqueiros-nao-podem-ser-registradas-com-uso-exclusivo\/","title":{"rendered":"STJ: Marcas que utilizam nomes corriqueiros n\u00e3o podem ser registradas com uso exclusivo"},"content":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reafirmou entendimento de que marcas dotadas de baixo poder distintivo, formadas por elementos de uso comum, evocativos, descritivos ou sugestivos, podem ter de suportar o \u00f4nus de coexistir com outras semelhantes.<\/p>\n<p>Com isso, o colegiado confirmou <span class=\"termo-glossario\" data-match=\"ac\u00f3rd\u00e3o\" data-termo=\"Ac\u00f3rd\u00e3o\" data-significado=\"Ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 a decis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o colegiado de um tribunal. No caso do STJ, pode ser das turmas, se\u00e7\u00f5es ou da Corte Especial.\">ac\u00f3rd\u00e3o<\/span> do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF2) que decidiu que o nome &#8220;Rose &amp; Bleu&#8221; n\u00e3o goza de distintividade suficiente para fins de registro de marca perante o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).<\/p>\n<p>O relator, ministro Raul Ara\u00fajo, explicou que, nos termos do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9279.htm#art124\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>artigo 124, incisos VI e VIII, da Lei de Propriedade Industrial<\/strong><\/a>, voc\u00e1bulos gen\u00e9ricos, de uso comum, e que designam produtos ou servi\u00e7os inseridos do segmento de atua\u00e7\u00e3o da sociedade, bem como as cores e suas denomina\u00e7\u00f5es, exceto se combinadas de modo peculiar e distintivo, n\u00e3o s\u00e3o registr\u00e1veis como marca.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o integral da marca &#8220;Rose &amp; Bleu&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Em 2005, uma empresa que atua no com\u00e9rcio de roupas infantis pediu ao INPI o registro da marca mista &#8220;Rose &amp; Bleu&#8221;, para garantir o seu uso exclusivo no territ\u00f3rio nacional. O INPI concedeu o registro, com o apostilamento &#8220;sem direito ao uso exclusivo dos elementos nominativos&#8221;.<\/p>\n<p>Diante disso, a empresa ajuizou contra o INPI a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria visando \u00e0 anula\u00e7\u00e3o do ato administrativo, com a concess\u00e3o dos registros sem qualquer ressalva.<\/p>\n<p>Ao ter o pedido rejeitado em duas inst\u00e2ncias, a empresa recorreu ao STJ pleiteando a prote\u00e7\u00e3o integral da marca &#8220;Rose &amp; Bleu&#8221;, para seu uso exclusivo em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p><strong>Impossibilidade de uso exclusivo de nome corriqueiro<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Raul Ara\u00fajo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel o uso exclusivo da express\u00e3o &#8220;Rose &amp; Bleu&#8221; pela empresa porque os signos &#8220;rosa&#8221; e &#8220;azul&#8221; guardam associa\u00e7\u00e3o \u00edntima com o segmento de roupas infantis, femininas e masculinas.<\/p>\n<p>O magistrado acrescentou que a express\u00e3o \u00e9 formada pela jun\u00e7\u00e3o de dois signos abstratamente irregistr\u00e1veis. Da maneira como disposta e combinada, a express\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7a distintividade suficiente a merecer a prote\u00e7\u00e3o almejada.<\/p>\n<p>&#8220;As cores rosa e azul s\u00e3o tradicionalmente associadas aos g\u00eaneros feminino e masculino, principalmente no que se refere aos infantes e, apesar de n\u00e3o descreverem os elementos essenciais nem fazerem refer\u00eancia direta ao segmento de roupas e acess\u00f3rios infantis, possuem &#8216;la\u00e7o conotativo entre a marca e a atividade designada'&#8221;, observou o ministro.<\/p>\n<p>Ao negar <span class=\"termo-glossario\" data-match=\"provimento\" data-termo=\"Provimento\" data-significado=\"Ato de prover. Dar provimento a recurso significa acolher o pedido para reformar ou anular decis\u00e3o judicial anterior. No direito administrativo, \u00e9 o ato de preencher vaga no servi\u00e7o p\u00fablico.\">provimento<\/span> ao <span class=\"termo-glossario\" data-match=\"recurso especial\" data-termo=\"Recurso Especial\" data-significado=\"O recurso especial (sigla REsp) \u00e9 dirigido ao STJ para contestar poss\u00edvel m\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o da lei federal por um tribunal de segundo grau. Assim, o REsp serve para que o STJ uniformize a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o federal em todo o pa\u00eds.\">recurso especial<\/span>, o relator ressaltou que a marca &#8220;Rose &amp; Bleu&#8221;, por ser dotada de baixo poder distintivo e ser formada por elementos de uso comum e sugestivos, &#8220;deve suportar o \u00f4nus de coexistir com outras semelhantes&#8221;.<\/p>\n<p><strong>PROCESSO RELACIONADO<\/strong>: <span id=\"pstj_elContItensProcessosRelacionados\" class=\"obj_textos_rel_processos\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp 1339817\" target=\"janela_processos\" rel=\"noopener\">REsp 1339817<\/a><\/span><\/p>\n<p><strong>FONTE<\/strong>: Com informa\u00e7\u00f5es da Se\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o Social do STJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reafirmou entendimento de que marcas dotadas de baixo poder distintivo, formadas por elementos de uso comum, evocativos, descritivos ou sugestivos, podem ter de suportar o \u00f4nus de coexistir com outras semelhantes. 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